Presidente italiano inicia programa de visita a Angola

06-02-2019

Angola e Itália têm relações de cooperação desde 1977, altura em que os dois países assinaram um memorando que institui a Comissão Bilateral, então Comissão Mista de Cooperação, seguido da subscrição de outros instrumentos jurídicos.
 
Destes instrumentos jurídicos subscritos, destacam-se nos domínios da defesa e segurança internacional, colaboração em operações humanitárias e de apoio à paz, desminagem e assistência médica e medicamentosa.
 
Angola é hoje o terceiro parceiro comercial sub-sahariano da Itália. Em 2013, o valor total de comércio entre os dois países elevou-se a 891 milhões de Euros, com 348 milhões de Euros feitos através das exportações Italianas.

A Itália foi o primeiro país da Europa Ocidental a reconhecer a independência de Angola, no dia 18 de Fevereiro de 1976, e a 4 de Junho, do mesmo ano, estabeleceram-se as relações diplomáticas entre os dois Estados.
 
O interesse de ampliar e diversificar a cooperação bilateral foi manifestado pelo Presidente da República, João Lourenço, e o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni Silveri, num encontro entre ambos, em Luanda a 27 de Novembro de 2017.
 
O posicionamento do Titular do Poder Executivo angolano e do Chefe do Governo italiano foi transmitido à imprensa no final de um encontro entre as duas individualidades e após a assinatura de dois acordos entre as petrolíferas Sonangol (Angola) e ENI (Itália).
 
João Lourenço recordou com satisfação o facto de ter sido recebido em Roma, em Julho deste ano, pelo Chefe do Governo italiano, na condição de candidato à Presidência da República. 

 
Agradeceu ao presidente do Conselho de Ministros pelo facto de ter sido o primeiro a efectuar uma visita de Estado desde que tomou posse enquanto Presidente da República.
 
 
O Estadista angolano reconheceu ter havido, desde 2014, uma retracção nas trocas comerciais entre os dois países, devido à crise financeira resultante da baixa do preço do petróleo (principal produto de exportação de Angola) no mercado internacional.
 
Na ocasião o primeiro-ministro italiano disse que a escolha de Angola para o início da sua digressão em África confirma a importância dos laços de amizade existentes entre Angola e a Itália.

Segundo Paolo Gentiloni, há muito trabalho pela frente a fim de consolidar a cooperação, e realçou que as economias de Angola e da Itália se complementam.
 
Angola e a Itália cooperam nos domínios da saúde, agricultura, educação, transportes, petróleos, bem como nos sectores de defesa e segurança.
 
Quanto às trocas comerciais, Angola-Itália chegam a USD 1.341 milhões, dos quais 1.1 mil milhão correspondem às exportações de Angola para a Itália, maioritariamente em produtos petrolíferos, e 341 milhões às importações de Angola, baseadas em máquinas e equipamentos da Itália.

Esses dados foram fornecidos recentemente a Angop pelo administrador da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (Aipex), Lello Francisco.
 
Estabelecimento da Embaixada de Angola na Itália
 
A Embaixada da República de Angola na República Italiana foi entre as primeiras embaixadas angolanas abertas depois da proclamação da independência. De facto, Itália foi o segundo país – depois do Brasil – a reconhecer Angola como República independente.

Nesta Missão Diplomática encontram-se integradas as representações de Angola junto das Agências Nações Unidas, sediadas em Roma:

Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO)
 
Programa Alimentar Mundial (PAM)
 
Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA)

Um particular realce vai para a presença dos Serviços Consulares junto desta Missão Diplomática.  

O primeiro Embaixador angolano na República Italiana foi  Venâncio de Moura, seguindo-se os embaixadores Telmo de Almeida, Gaspar Cardoso, Armindo do Espírito Santo, Mawete João Baptista, Antero de Abreu, Boaventura Cardoso, Manuel Pedro Pacavira.

Actualmente o embaixador é Florêncio Mariano da Conceição de Almeida

Fonte ANGOP

10-08-2019
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